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Blindness

A história começa no momento em que um homem, preso num típico congestionamento de uma metrópole vê-se completamente cego. Através de um insight, percebemos que sua cegueira é incomum, branca como leite. Ele é rapidamente amparado por um transeunte, que o leva para casa em seu próprio carro e o ajuda a entrar no apartamento para esperar sua esposa. Assim que ela chega e o encontra nessa situação, ambos buscam rapidamente por um oftalmologista. Mas, quando vão buscar o carro, descobrem que o homem que outrora o ajudou de boa vontade, aproveitou-se de sua cegueira e o roubou.

Já no médico, Saramago deixa claro que não devemos esperar qualquer explicação ou motivo da cegueira, fato confirmado no restante da trama. Ao assistir o filme, a cegueira pareceu mesmo não ser o tema principal, mas o comportamento humano despertado pela falta de visão e precariedade de recursos.

Tais comportamentos primitivos, entretanto, mostram-se ainda mais cruéis sob o ponto de vista de alguém que ainda mantém a visão e se torna a única testemunha dos horrores, e é aí que a personagem de Julianne Moore mostra a que veio.

Em meio ao caos e de um mundo que não enxerga, a solidariedade fica mais e mais rara conforme o filme avança. A personagem de Julianne Moore é uma das poucas exceções, pois se doa totalmente ao marido e aos companheiros de confinamento, sendo a única testemunha de toda a miséria e degradação a que as pessoas chegam.

Algo interessante é que os personagens não possuem nomes, um recurso usado por Saramago para criar uma alegoria. Talvez uma forma de atribuir o comportamento ao ser humano em geral e não em uma pessoa específica. Da mesma forma, em momento algum da narrativa é apontado um local, seja uma cidade, um estado, ou até mesmo um planeta. Desta forma, podemos concluir que a história narra sobre o comportamento humano e o lado egoísta e predatório que os homens possuem dentro de si, independente de sua época.

Não existe qualquer tipo de critério para o isolamento dos infectados no manicômio, e no filme isso se mostra de forma mais explicita que no livro, Meirelles trouxe uma nova dimensão com a escolha multirracial do elenco. Em uma determinada cena, um personagem diz não seguir ordens de um negro, mesmo não sendo capaz de ver, ele pré-determina que o vilão seja negro, mostrando que mesmo assolado pela cegueira, o homem é incapaz de acabar com o preconceito.

Uma amostra do ateísmo de Saramago pôde ser vista durante a cena em que os cegos, já libertos, encontram uma igreja, onde todos os santos estão com os olhos vendados. Alusão à falta de fé das pessoas em meio aquele sofrimento, como se Deus não olhasse mais por eles.

O filme ganha um rumo mais suave nos minutos finais, quando os protagonistas abrigam-se seguramente na casa do médico e de sua esposa. Onde passam a conviver e a criar laços e de certa forma, até a aceitarem sua condição. O casal, formado pelo primeiro cego e sua esposa têm o casamento renovado e a prostituta e o homem do tapa olho tornam-se íntimos. Assim como o casamento da personagem de Julianne Moore e Mark Ruffalo que apesar de ter sido abalado, se fortalece nesta reta final.

Após toda a catarse pelos quais o mundo passou o espectador já não sabe o que esperar, pois não é possível prever uma solução para a cegueira e tudo que ela trouxe. Mas, nos segundos finais, o primeiro homem cego repentinamente recupera sua visão, e com isso trás a todos a esperança de que um dia também voltarão a enxergar.

O filme é um soco no estomago, ele provoca reflexões e diversos tipos de sensações no desenrolar da trama. A repulsa e angustia é inevitável quando confrontamos na tela o decair da civilização, até que nada mais importa. A representação completamente pessimista – mas também realista, da vida humana, nós faz questionar o mundo, as pessoas e até nós mesmos, pois apesar de sermos de certa forma civilizados, é completamente imprevisível o comportamento que teremos em numa situação sufocante e completamente fora de controle.

Dentro de nós existe alguma coisa que não tem nome. Esta coisa é o que somos.

~ José Saramago

Análise que fiz para uma aula. Foi o melhor que consegui fazer, pois é muito dificil por em palavras o quanto esse livro (e agora o filme), são incríveis.

Até logo.

Tempo

Aprisionar o Tempo

Os historiadores da cultura atribuem a invenção da escrita aos sumérios e a descoberta do alfabeto, aos fenícios. A superioridade da escrita alfabética (representação das palavras por seu som e não por sua idéia) sobre as demais reside na reduzida quantidade de signos necessários para representação de todo vocabulário.

Tolos, todos esses historiadores. O alfabeto foi concebido por uma mulher que desejou aprisionar o tempo. Foram descobertas nas cercanias de Nakhl, no Deserto do Sinai, algumas inscrições indecifráveis, de clara natureza alfabética, mas que não possuem nenhum traço herdado das letras fenícias. Zaynab, matriarca de Nabat, exilada na região onde se iria erguer a cidade de Petra, futura capital do reino nabateu, tendo estudado as escritas egípcia e acádica, convenceu-se de que aquela era uma arte mágica, que fixava o passado de maneira irreversível. Não tardou em imaginar a possibilidade de capturar, não apenas o passado, mas o próprio presente, no instante mesmo de sua ocorrência, e estancar o fluxo do tempo. Zaynab simplificou a escrita de tal forma, que chegou à invenção do alfabeto. E não parou por aí. Do sistema gráfico ‘isolante’, a matriarca de Nabat evoluiu para a escrita cursiva.

Mas Zaynab foi além. Engendrou um modelo em que, escrita uma primeira vez, a letra não necessitava ser grafada novamente, mesmo quando se repetisse numa outra palavra. Zaynab, assim, conseguiu mimetizar os fatos com a escrita. Chegou a grafar os acontecimentos no exato instante em que ocorriam.

O tempo, então, parou…

~ Os signos miméticos de Nakhl (síntese), em O enigma de Qaf, por Alberto Mussa

Agradeço ao meu querido professor Carlinhos, de História da Arte e Comunicação Visual por nos apresentar esse belíssimo conto.

Onde não há tempo também não há vida. Quando Zaynab conseguiu mimetizar todos os acontecimentos no instante em que ocorriam, o tempo parou e tanto ela quando a humanidade morreu.

É tão obvio que mal pensamos sobre isso. O tempo é intransponível, não podemos acelerar ou diminuir seu fluxo, muito menos pará-lo, ele só para quando morremos.

O que a Zaynab queria é natural ao ser humano. Tentamos correr contra o tempo, realizar todas as tarefas e objetivos no tempo de uma vida e nunca parece o suficiente, cada instante que levamos fazendo qualquer coisa já passou, isso que estou escrevendo, cada letra que eu digito e fica para trás já virou passado, e isso é realmente aterrorizante.

O tempo é implacável, e realmente poder pará-lo é um desejo que todos temos em comum, adiar o seu fluxo, viver mais, ter mais tempo de fazer tudo que temos vontade, jamais morrer.

A vida é muito curta e muito rápida, passa diante de nossos olhos como um flash e tudo que vivemos ficou para trás, são apenas lembranças de uma vida que não volta mais.

Mas como viver completamente? Com tantas preocupações e afazeres acabamos não aproveitando plenamente todos os segundos que temos dessa vida e que são totalmente perdidos. Limitamos-nos ao que temos de fazer e esquecemos o que queremos. Essa abdicação não reflete imediatamente, mas no futuro vamos sentir o peso dos momentos mal vividos.

É preciso sim dedicar-se a o que temos de fazer, mas não podemos deixar passar os momentos que temos para realmente viver.

É difícil perceber quando estamos vivendo ou apenas sobrevivendo… Com o comodismo que enfrentamos na vida, tudo parece natural de ser assim. Mas não se deixe levar por isso, incomode-se sempre, com tudo, questione, renove, nunca se dê por satisfeito.

Até logo.

Into the Wild

(Contém spoilers do filme)

Quando eu assisti pela primeira vez meu coração se encheu de uma emoção muito grande. Foi algo que eu nunca senti antes. Logo no primeiro segundo de filme, onde os créditos iniciais apareciam por cima de algumas imagens e com a voz e melodia maravilhosa do Eddie Vadder , senti uma carga emocional imensa e eu soube no mesmo instante que não seria um filme qualquer.

Eu não conhecia a historia de Christopher McCandless, ate ver este filme incrível e perfeito. Já vi muitos filmes, muitos deles me tocaram, mas este… Este me fisgou já nos créditos de abertura, com a fotografia maravilhosa e a trilha sonora… Nossa. Não consigo achar um defeito sequer neste filme.

A atuação do Emile Hirsch esta incrível, ele incorporou totalmente o personagem, dava pra ver nos olhos dele a vontade que provavelmente podia ser vista no verdadeiro Christopher. O roteiro e a direção por conta do Sean Penn também foram sensacionais. A forma não linear, e a narração tirada dos próprios diários foi uma escolha perfeita, com um clima de amigo intimo.

Agora, chega de babar ovo no filme… Vamos falar da historia em si.

A medida que eu fui avançando no filme, a emoção só fez aumentar, o filme bota uma adrenalina, uma sentimento de liberdade que faz qualquer um ter vontade de fazer as malas e partir sem rumo, se livrar de todas as amarras da sociedade, as obrigações, a hipocrisia diária, a falsa felicidade, o comodismo… Simplesmente botar a mochila nas costas e viver a vida de forma profunda e emocionante.

O que ele fez é para poucos, pouquíssimos. A coragem e a perseverança pra alcançar o sonho de viver na e da natureza, sem se importar com nada, simplesmente experimentando e vivenciando primitivamente emoções que quem vive como nós jamais vivenciará.

O filme vai alimentando o espírito livre que cada homem tem dentro de si, que vai crescendo e ganhando forças até que vemos o destino triste que o Christopher teve. Eu pensei, que se ele fosse morrer ao final dessa jornada ele morreria feliz, pois havia conquistado seu maior objetivo, mas o filme é finalizado com uma frase retirada de seu diário: A felicidade só é real quando compartilhada.

Apesar de ele ter morrido jovem e sozinho, eu acredito em todo seu ideal, o que o motivou a tentar algo diferente é concreto. Pois eu creio que se a vida não esta de acordo com o que você esperava, se ela te sufoca, te irrita, te desencoraja… Uma mudança, mínima ou bruta deve ser feita. Não importa se você vai apenas mudar de emprego, ou se vai largar tudo e viajar por ai com uma mochila nas costas. O que importa é não se acomodar com a infelicidade e fazer nada.

A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências.

~ Into the Wild

A arte não é apenas daqueles que tem o dom para ela. Todos possuem o dom da vida. Faça dela uma arte. Mas não para mostrar aos outros, mas sim para você mesmo contemplá-la e ter certeza de que é a sua obra prima.

Até logo.

Memórias

Sábado passado o aniversário da minha melhor amiga trouxe lembranças maravilhosas à tona. Fazia anos que eu não me lembrava como eu era tola aos 13.  Não sei direito como explicar como foi delicioso sentar e relembrar as bobagens que nós fazíamos e as nossas aventuras inocentes, que até hoje para nós, são sagradas e espetaculares. Histórias que construímos juntas e por mais que nos dias atuais sejam consideradas meras travessuras infantis, para nós continua sendo um grande evento.

Em quanto as meninas de hoje em dia aos 13 anos já namoram, ficam, e até fazem sexo, aos 13 anos eu e minhas amigas brincávamos de ser bruxa e levávamos isso muito a sério. Fazíamos reuniões e “magias” que ao serem relembradas soaram tão ridículas que me fizeram chorar de tanto rir.

Líamos a Witch e Harry Potter, esperávamos nossa carta de Hogwarts (que a propósito nunca chegou) e achávamos que derramar refrigerante na recepção do colégio nos levaria a expulsão, assim como fugir do treino de basquete e ir cantar no teatro.

Era tão bom ser criança, brincar de bobagem, se fazer de tola, aprontar travessuras, fingir ser o que não é, sonhar com o futuro, fazer planos mirabolantes, ou simplesmente não planejar…

Naquela época nada era sério o bastante pra nos fazer pensar além do dia seguinte, mas hoje cada decisão cada passo que damos é feito sobre grande julgamento próprio. Quando crescemos não agimos mais com a mesma espontaneidade. Temos horror em sermos totalmente espontâneos, de sermos tolos de vez em quanto… Eu pelo menos tenho.

Sinto falta daquela Kalinca que brincava de bonecae não se importava com o que os outros pensavam, ela era tão melhor do que a Kalinca de hoje, tão sem problemas e responsabilidades.

A Kalinca de hoje é a mesma de ontem, só que mais velha, mais medrosa, mais retraída. A Kalinca de hoje não ri de bobagens, não faz bobagens, não faz mais historias tolas pra contar pras pessoas. Por que ela não se permite mais ser tola. Ela cresceu.

You know that feeling you get
You feel you’re older than time
You ain’t exactly sure
If you’ve been away a while

~ Where Did it All Go Wrong, Oasis

Até logo!

Ratos

Uma amiga minha me emprestou, na segunda feira um livro chamado Maus, do cartunista judeu radicado nos EUA Art Spiegelman, que ganhou o Pulitzer justamente por este livro. O livro é todo em HQ, e conta a historia de Vladek Spiegelman, pai do autor e sobrevivente do Holocausto.

O livro já é bastante diferente, pois trata de um assunto tão serio e complexo através de desenhos, mas o que o torna ainda mais diferente é que não somos introduzidos diretamente a vida de Vladek na Polônia pré-guerra, mas sim a o velho Vladek, um senhor já bastante idoso que vive nos EUA e tem manias estranhas e irritantes. Art entrevista seu pai, e é desta forma que sabemos a historia dele, através de depoimentos e lembranças misturados a sua vida e a conturbada relação com o filho.

A historia de Vladek e Anja (mãe de Art e também sobrevivente) é pontuada por grandes perdas e tragédias, mas também por muita sorte. Vladek foi realmente um guerreiro, conseguindo contornar cada dificuldade com grande maestria e inteligência enquanto muitos outros perdiam a razão.

Outro ponto interessante do livro é que cada etnia é representada por animas. Os judeus são representados por ratos (pois assim eram tratados pelos nazistas), os nazistas são gatos (predadores naturais dos ratos) e estadunidenses são cachorros (comparando a inimizade entre gatos e cachorros a de alemães e americanos durante a II Guerra).

É tão duro pensar em tudo que aconteceu durante a II Guerra, as atrocidades que os nazistas cometeram. É inconcebível pra mim que exista tanto ódio, tanta maldade dentro dos seres humanos. E sim, estou generalizando, pois Hitler era louco e cego de poder. Mas seus subordinados escolheram segui-lo, abraçaram sua causa e decidiram matar com as próprias mãos todas aquelas pessoas, idosos e crianças. Não adianta dizer que Hitler os forçou, e que eles seriam mortos de não obedecessem, era apenas um homem contra toda uma nação, se todos tivessem se unido. Mas não, eles escolheram tornar-se monstros.

Isso me da medo, pensar no que alguém pode se tornar, no tamanho do ódio que se pode sentir e na frieza que podem atingir, afinal, antes de Hitler aqueles soldados eram pessoas comuns, muitos tinham filhos pequenos e pais idosos, e conseguiram ser monstros, colocando pessoas vivas em fornos e câmaras de gás e escutá-las gritando de horror e implorando ate morrerem.

Nós que só podemos ler sobre todas essas atrocidades jamais vamos entender. Eu pelo menos nunca vou entender. Não só porque não consigo, mas também porque não quero. Entender é o mesmo que aceitar.

Nada no mundo jamais vai ser o suficiente para amenizar a dor de tudo que aconteceu. A dor que eu sinto, pois apesar de nada ter haver com isso, eu sinto a dor da vergonha de ser humana.

Igualdade

Artigo XVI/1 – Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.

Isso parece óbvio, já que vemos pessoas casando e descasando todos os dias. Mas, os homossexuais lutam arduamente para obterem este direito, explícito nos direitos humanos universais.

Artigo IIToda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua,  religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

A constituição toda é estabelecida na liberdade, igualdade e fraternidade entre seres humanos, mas vemos cada artigo ser desrespeitado e destruído todos os dias. Homens tratando outros homens como escória.

Artigo XVIII – Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que as liberdades e os direitos estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Quem não vive a batalha que os gays enfrentam todos os dias para terem seus direitos respeitados, não se da conta de que se não fossem os homossexuais poderiam ser outros. Lutar pelos direitos dos outros hoje é garantir os seus para amanhã.

A história nos mostra todos os dias como as sociedades sempre baniram aqueles que eram diferentes e não se encaixavam no meio social ou que incomodavam de alguma forma. Até hoje as famílias preferem entregar seus idosos, seus parentes física ou mentalmente instáveis, dependentes químicos à instituições, para que outros dêem um destino a eles.

Artigo  VII – Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Uma instituição laica como a que pertencemos deveria garantir à cada cidadão o direito de expressar seus sentimentos, seja por alguém do sexo oposto, seja por alguém de mesmo sexo. Os homossexuais não buscam desafiar a igreja ao exigirem os mesmos diretos que casais homossexuais, eles querem apenas ser reconhecidos como iguais.

Produzimos a liberdade de possuir, de se expressar, mas não a liberdade de ser.

~ O Vendedor de Sonhos de Augusto Curry

Gaia

O aquecimento global é uma conseqüência da emissão desenfreada de poluentes na atmosfera, seja através da indústria, das queimas de combustíveis fósseis ou da destruição dos meios naturais que amenizam o problema, é a conseqüência de toda a poluição gerada pelos seres humanos.

A culpa do aquecimento global é de todos e, como já se subentende pelo nome, afeta o planeta de maneira universal, apesar de alguns países emitirem mais poluentes que outros, ninguém está isento da culpa. As ações praticadas em qualquer lugar do planeta voltam-se diretamente para nós.

A humanidade ainda não percebeu que é uma unidade, uma única espécie. Isso fica visível ao analisar-se a historia das sociedades, principalmente as que adotaram o capitalismo, que possuem um modo de produção individualista, ou ate mesmo algumas sociedades baseadas em preceitos religiosos, que fecham-se em seu próprio meio.

Individualmente não é possível mudar os efeitos catastróficos do superaquecimento do planeta, mas ficar inerte perante esta situação tampouco ajudará. A civilização em seus mais diferentes setores usufrui dos recursos oferecidos pelo planeta e cada um deles deve ser responsável por assumir suas parcelas de culpa no problema.

Apesar de cada um de nós sermos diferentes, termos crenças distintas, e nacionalidades diversas, a conscientização de que o aquecimento global é um problema de todos é essencial para que uma catástrofe seja evitada. Deve-se enxergar que diante da gravidade desse problema os seres humanos são cúmplices e vítimas ao mesmo tempo. Dessa forma, somente uma ação conjunta por parte de todos os segmentos da sociedade, desde as pessoas até as indústrias, teria condições de amenizar o problema a longo prazo e ganhar essa batalha contra a flagelação do planeta e sua diversidade.

Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necesário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.

~ Mahatma Gandhi

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